Principais
reivindicações
Pauta foi definida durante a 12ª Conferência Nacional dos
Bancários
por representantes dos trabalhadores de todo o país
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Campanha Nacional
Unificada
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Reajuste salarial
de 11%
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As consultas feitas
pelos sindicatos de todo o Brasil foram a principal base para a decisão dos
delegados bancários que aprovaram a reivindicação de 11% como índice de reajuste
salarial. Na consulta junto aos bancários de São Paulo, Osasco e região, 65% dos
trabalhadores apontaram o percentual como o ideal a ser exigido.
O índice
de 11% é composto por aumento real de 5%, além de 5,71% de reposição da inflação
projetada para o período entre 1º de setembro de 2009 e 31 de agosto de
2010.
O aumento real nos salários conquistado pelos bancários nos últimos
seis anos consecutivos tem valorizado o poder de compra dos
trabalhadores.
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PLR de três
salários + R$ 4 mil
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A
reivindicação que será levada aos banqueiros é o pagamento de três salários mais
R$ 4 mil a título de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Graças à luta
da categoria ocorreram diversos avanços. No entanto, é preciso conquistar mais
tornando a regra mais justa e sem o desconto dos programas próprios de
remuneração.
Para torná-la mais abrangente, está sendo
reivindicado
que os empregados dispensados sem
justa causa ou que pedirem demissão tenham
direito a 1/12
do salário por mês trabalhado ou a fração superior a 15
dias.
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Valorização dos
Pisos
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Os
bancários querem a valorização dos salários de ingresso na categoria, com o piso
salarial de escriturário baseado no salário mínimo do Dieese, de R$ 2.157. A
medida, além de promover reajustes nos planos de carreiras existentes na
empresa, também valoriza os novos trabalhadores das instituições
financeiras.
Piso salarial:
Portaria R$ 1.510
Escriturário R$
2.157
Caixa R$ 2.913
1º Comissionado R$ 3.641
1º Gerente R$
4.855
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PCCS para
todos
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Criação de um Plano
de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) para todos os bancos, com o
acompanhamento dos sindicatos (veja detalhes abaixo). O objetivo é que o
trabalhador bancário possa enxergar um futuro na sua carreira dentro da
instituição financeira, garantindo a igualdade de oportunidades a todos os
trabalhadores na ascensão profissional, acompanhada de remuneração
digna.
Proposta de PCCS:
Reajuste por tempo de casa
1% a cada ano
de trabalho
2% a cada cinco anos de trabalho
Treinamento
Os
bancos são obrigados a treinar o trabalhador
para a nova função por, no
mínimo, 60 dias.
Seleção
Para preencher uma nova vaga, o banco é
obrigado a fazer um processo de seleção interna, com disponibilização da grade
curricular necessária e curso para os trabalhadores dentro do expediente.
Em
caso de descomissionamento do bancário, a comissão será incorporada ao salário
integralmente.
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Remuneração total
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Contratação total da remuneração do bancário. Essa foi a decisão
dos delegados na 12ª Conferência Nacional. Assim, é necessário negociar com os
bancos, além da remuneração fixa (como os salários e verbas) a remuneração
variável que a cada ano ocupa parcela maior do salário dos empregados dos
bancos. A partir dessas negociações será possível colocar travas, limitar e
acabar com a imposição de metas abusivas que atormentam e adoecem os
trabalhadores.
Entre as propostas para a remuneração variável é que
os
bancos paguem mensalmente 10% sobre o total das vendas
dos produtos
financeiros realizados nas unidades e 5% da receita de prestação de serviços,
apurada trimestralmente e distribuída de
forma linear, com a incorporação de
um percentual ao
salário.
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Aumentos maiores no
VA, VR e auxílio-creche
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Os delegados
aprovaram aumentos maiores para os vales alimentação e refeição, cada um deles
com o valor de um salário mínimo nacional (R$ 510). O aumento foi apontado como
prioritária por 75% dos bancários que responderam à consulta do Sindicato. Essa
significativa indicação pode ser explicada pela alta que ocorre em alguns
produtos alimentícios de primeira necessidade. Segundo o Dieese, entre 1º de
setembro de 2009 e 31 de maio de 2010 os alimentos que mais tiveram alta foram
raízes e tubérculos (26,78%), grãos (25,38%), feijão (58,9%) e batata (84,7%).
Foi aprovado também que o pagamento da cesta-alimentação ocorra durante todo o
período de afastamento do bancário.
O valor de um salário mínimo também
está sendo reivindicado para a 13ª cesta-alimentação, conquistada durante a
Campanha Nacional Unificada de 2007, e para o
auxílio-creche.
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Fim das metas
abusivas
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Uma das maiores
queixas dos trabalhadores é a cobrança para o cumprimento de metas abusivas.
Dessa forma, os bancários estão reivindicando a participação de todos os
trabalhadores na estipulação das metas e seus mecanismos de aferição,
estabelecendo-se que as mesmas serão obrigatoriamente de caráter coletivo e
definidas por departamentos/agências. Além disso, deverá levar em consideração o
porte da unidade (departamento/agência), a região de localização, o número de
empregados, a carteira de clientes, o perfil econômico local, a abordagem e o
tempo de execução das tarefas. E ainda, que as metas serão adequadas e reduzidas
proporcionalmente nas hipóteses de afastamentos, licenças, férias, ausência. Já
os caixas das agências não serão submetidos às
metas.
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Combate ao assédio
moral
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Considerado um dos
principais focos do adoecimento da categoria,
ao lado da cobrança pelo
cumprimento das metas abusivas, o combate ao assédio moral também foi apontado
por 75% dos bancários de São Paulo, Osasco e região como prioritário na Campanha
Nacional Unificada 2010.
Como proposta para resolver o problema, foi
aprovada para integrar a pauta de reivindicações a implantação de programa de
orientação e prevenção, com o acompanhamento das entidades
sindicais.
Entre as formas de coibir a prática está a criação de
mecanismos
que possibilitem a denúncia, garantia e preservação
do
denunciante, prazo para apuração e solução dos
problemas.
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Segurança
bancária
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A segurança de
bancários, vigilantes e clientes nas agências bancárias é uma das prioridades da
categoria na Campanha Nacional Unificada 2010.
Para minimizar os
problemas que afetam milhares de trabalhadores de bancos públicos e privados, os
delegados da conferência aprovaram como propostas: assistência médica e
psicológica, além de estabilidade provisória aos bancários vítimas de assaltos,
sequestros ou extorsões.
Também a ampliação dos equipamentos de
segurança
nas agências, adicional de risco de vida de 30%
para
funcionários de agências, postos e tesouraria, proibição de
transporte
de valores e da guarda das chaves dos cofres pelos
bancários.
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Defesa do
emprego
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Novas contratações,
fim das terceirizações, garantia de emprego inclusive durante os processos de
fusão, luta pela ratificação da Convenção 158 da OIT que proíbe dispensas
imotivadas, acabar com as demissões por justa causa em função de endividamento,
respeito à jornada de trabalho.
Essas foram algumas das prioridades
definidas pelos trabalhadores
para garantir o emprego dos bancários. A
elevação dos pisos
de ingresso também servirá para combater a
rotatividade
na categoria, pois os novos contratados estão ocupando os
salários dos
trabalhadores desligados com salários cerca de 40%
menores.
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Sistema
Financeiro
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Os bancários querem a
regulamentação do artigo 192 da Constituição Federal que regra o Sistema
Financeiro Nacional, obrigando os bancos a exercerem seus papel social e
promover o desenvolvimento do país.
Outros pontos em relação ao SFN são a
regulação da remuneração dos executivos e a democratização e ampliação do
Conselho Monetário Nacional (CMN) de forma que os trabalhadores, assim como
outros setores da sociedade, participem da definição de itens fundamentais para
a economia do país e que hoje são decisões tomadas somente pelos técnicos do
Banco Central, a exemplo da taxa de juros.
Discutiram também a
importância dos bancos
públicos e se posicionaram contrários às
privatizações.
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