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| 10-Jan-2008 | ||||||||||||||||||||||||||
Saúde bucal: o papel do odontólogo*
A Saúde tem sido definida como o estado de bem-estar físico, mental e social, mais especificamente, a ausência da doença. Nenhuma pessoa pode ser considerada saudável se alguma parte de seu corpo está alterada. A Odontologia ultimamente tem dirigido grande parte de seus esforços no sentido de evitar a recorrência das doenças bucais, principalmente a “doença gengival” e a “cárie dentária”, as mais freqüentes.
Sabemos por diversos estudos que doença gengival é universalmente encontrada em mais de 90% da população. Responsável pela perda dos dentes após os 35 anos, ela pode ser encontrada em qualquer faixa etária, independen-temente da raça, do sexo, nível sócio-econômico etc. Atualmente, é difícil encontrar completamente livre alguma forma de doença gengival.
Com relação à cárie dentária, pode-se afirmar que 90% das crianças de 15 anos de idade apresentam 1/3 de seus dentes afetados, dado esse que aumenta na população adulta. A cárie dentária é a principal causa da perda dos dentes até a idade de 35 anos. Ela também tem uma incidência predominante na infância e adolescência, enquanto que a doença gengival, com alguma prevalência em grupos mais jovens, tem impacto maior na vida adulta.
Essas doenças dentárias, embora evitáveis, ainda provocam uma série alarmante de transtornos estéticos, sociais e econômicos à população. São doenças infecciosas e transmissíveis, em que a população deve estar conscientizada do papel das bactérias bucais (placa bacteriana), seu desenvolvimento e o que fazer para evitar que elas ocorram.
A missão do profissional de Odontologia é dar uma contribuição prática e útil na orientação da prevenção da cárie dentária e doença gengival, bem como, tratamentos curativos quando da instalação desses problemas, desde os estágios iniciais até chegar a complicações mais sérias. A motivação e oportunidade da população a essa informação são pontos de partida para a promoção da saúde e conseqüente bem-estar.
Adriana Marques, cirurgiã-dentista
O Sindicato dos Bancários da Paraíba, preocupado com a saúde de todos os seus associados, apresenta um amplo material sobre LER/Dort, uma nova forma de denominar as doenças causadas por lesões oriundas de posturas ou trabalhos repetitivos.
LER/Dort: o que são? A sigla LER - Lesões por Esforços Repetitivos - foi criada para identificar um conjunto de doenças que atingem músculos, tendões e articulações dos membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços e braços) e eventualmente membros inferiores e coluna vertebral (pescoço, coluna torácica e lombar) e que têm relação direta com as exigências das tarefas, ambientes físicos e organização do trabalho.
A sigla Dort é a mais nova terminologia adotada pelo INSS e tenta ampliar o conceito da doença para distúrbios inflamatórios e/ou oriundos da compressão de nervos, provocados por atividades que exigem do trabalhador uma sobrecarga física: movimentos manuais repetitivos, continuados, rápidos e/ou vigorosos e posturas inadequadas por um longo período de tempo. E atividades no trabalho que demandam também sobrecarga psíquica: ritmo intenso de trabalho, existência de pressão e autoritarismo de chefia e mecanismos inadequados de avaliação, punição e controle da produção dos trabalhadores.
Atualmente convencionou-se utilizar as duas terminologias, escrevendo no diagnóstico LER/DORT.
Doença do trabalhador O aparecimento das LER/DORT como doenças do trabalhador está ligado ao modo como o trabalho é organizado em nossa sociedade. De olho nos lucros, o capital prioriza a diminuição dos custos de produção, redução do emprego e o aumento da produtividade. Para isso, introduz novas formas de organização, nova tecnologia e equipamentos sem levar em conta a conseqüência para a saúde de quem trabalha.
Na prática, isso tem significado a limitação da autonomia dos trabalhadores sobre os movimentos do próprio corpo e redução de sua criatividade e liberdade de expressão. As LER/DORT são o efeito mais evidente de todo esse processo.
Fatores de risco Trabalho automatizado, em que o trabalhador não tem controle sobre suas atividades (caixa, digitador, operador de telemarketing e outros).
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