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Banco do Nordeste, Maquiavel e a psicologia do medo

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Seg, 13 de Outubro de 2014 13:35

DSC 2125 red mod RobsonPor Robson Luís Andrade Araújo

Niccolò di Bernardo dei Macchiavelli, ou simplesmente Maquiavel, é reconhecido como o fundador da ciência política moderna por ter sido o primeiro a escrever sobre o Estado e o governo como realmente são, e não como deveriam ser. Em sua principal obra, O Príncipe, ele ensina que para manter o controle de seus súditos, o príncipe virtuoso deve ser amado ou temido; de preferência, temido.

Fazendo uma analogia com a realidade atual no Banco do Nordeste, percebemos claramente que a diretoria executiva da instituição, “coincidentemente” com a chegada do então diretor de administração e TI, e atual presidente do BNB, Nelson Antônio de Souza (o psicólogo), está seguindo à risca os ensinamentos de Maquiavel, aterrorizando os funcionários com metas abusivas, “lembranças” constantes do risco de descomissionamento para os que não atingirem os resultados exigidos, uso de expressões desrespeitosas como “gerente serrote” para se referir a quem não atinge suas metas sempre, inclusive informando que o banco é quem escolhe onde estes funcionários irão trabalhar, lembrando assim o comportamento do tirano Byron Queiroz, que transferia quem o desagradasse para lugares isolados e distantes de suas bases familiares, provocando destruição de famílias e até suicídios durante toda sua gestão.

A situação fica ainda pior quando a instituição perde totalmente a credibilidade junto aos seus funcionários ao se recusar a cumprir compromissos assumidos com estes, como a revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR) da instituição e, pelo segundo ano consecutivo, fere a Constituição Federal e a Lei de Greve ao constranger os grevistas a voltarem ao trabalho, utilizando-se de ameaças de corte de ponto, que é uma tática ilícita utilizada com a intenção de enfraquecer ou até mesmo destruir movimentos paredistas que são um direito garantido aos trabalhadores pela nossa Carta Magna.

Mas a vida é uma “caixinha de surpresas”. Nenhum conhecimento é absoluto. E eu, humildemente, vou me atrever a fazer um acréscimo às teses de Nicolau Maquiavel: “No Estado democrático e de direito, ninguém, absolutamente ninguém, é suficientemente temido para evitar o levante dos oprimidos.”. Ao contrário do que aconteceu em 2013, quando a greve dos BNBeanos foi destroçada em poucas horas pela ameaça do banco, nesse ano, os trabalhadores, ao perceberem que, se cedessem novamente às pressões do banco e voltassem ao trabalho, mesmo em estado de greve, se tornariam reféns dessa diretoria truculenta e covarde, e jamais conseguiriam maiores avanços em suas campanhas salariais, resolveram bater de frente com o psicólogo. Tornaram-se comuns frases como “prefiro ser derrotado pelo TST a ceder às ameaças do banco”. Até mesmo algumas unidades que, até então não haviam aderido à greve, após verem a tática maquiavélica do banco se repetir, aderiram ao movimento, numa grande demonstração de coragem e de solidariedade de classe.

A greve dos funcionários do BNB de 2014 vai entrar para a história como o movimento que iniciou a derrubada da nova tirania instalada na cúpula do Banco do Nordeste. Os trabalhadores deram seu recado ao psicólogo, digno dos maiores revolucionários da história da humanidade - “Preferimos morrer de pé a viver de joelhos”.

* Robson Luis Andrade Araujo é funcionário do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e diretor do Sindicato dos Bancários da Paraíba (SEEB-PB)

 

Justiça condena BNB em R$ 200 mil por jornada excessiva em Itabaiana

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Seg, 22 de Setembro de 2014 18:21

A Vara do Trabalho de Itabaiana (SE) condenou o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) a pagar R$ 200 mil por dano moral coletivo. Processado pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), o BNB fraudava os controles de jornada dos empregados, suprimia o intervalo para repouso e alimentação dos trabalhadores e exigia horas extras irregularmente, além de não contratar aprendizes.

O MPT vai recorrer da decisão por discordar do valor da indenização. "O MPT requereu indenização equivalente a 0,1% do capital social do BNB, cerca de R$ 2,1 milhões. O valor definido na sentença não satisfaz o objetivo que se almeja com a indenização, que é o de reprimir práticas danosas à coletividade, levando em consideração o porte econômico do infrator", explica o procurador do Trabalho José Adilson Pereira da Costa, à frente do caso.

Com a condenação, o BNB está obrigado a comprovar, no prazo de 30 dias, a contratação de aprendizes e a implantação do registro de jornada com apontamento dos horários de intervalo. Também ficou definido que o banco deve prestar contas, no prazo de 60 dias, sobre a concessão do intervalo entre duas jornadas e o registro das horas extras trabalhadas.

A empresa também deve apresentar os contracheques com o pagamento das horas extras, sob pena do pagamento de multa diária de R$ 1 mil.

Fonte: MPT

 
 

Sem perder identidade, BNB quer atuar também como banco comercial

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Ter, 16 de Setembro de 2014 10:28

Crédito: Valor Econômico
Valor Econômico Depois de reformar seu modelo de governança e de reforçar a estrutura de recuperação e concessão de crédito, o Banco do Nordeste quer extrapolar suas fronteiras atuais de atuação. A instituição, que tem como principal objetivo financiamentos para o desenvolvimento da região Nordeste, quer ganhar maior espaço também como banco comercial, com foco em linhas de crédito a micro e pequena e empresa e capital de giro, além de crédito consignado.

Desde abril no comando do Banco do Nordeste, Nelson Antônio de Souza chegou à instituição junto com o antigo presidente, Ary Joel Lanzarin, e participou das reestruturações, que começaram em julho de 2012, ainda como diretor da instituição. Neste período, além de investir na abertura de agências, a diretoria reforçou a estrutura de concessão e recuperação de crédito e extinguiu as alçadas de decisão individuais, criando um novo modelo de governança.

As mudanças que ocorreram nesse período devem ser mantidas por Souza, mas o executivo quer, agora, levar a atuação do banco para além do que o mercado está habituado a ver.

"Não vamos perder nossa identidade de banco de desenvolvimento, mas queremos incomodar a concorrência na área comercial", disse, em entrevista ao Valor, em São Paulo.

Se a estratégia se sustentar, o Banco do Nordeste deve ter como seus principais concorrentes dois outros bancos federais: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, que hoje são parceiros da instituição. Recentemente, o banco de desenvolvimento firmou um acordo com o Banco do Brasil para que seus clientes pudessem sacar e checar o saldo em 1000 agências da instituição. Com a Caixa, o Banco do Nordeste desenha um convênio para atender os clientes nas casas lotéricas da região.

Os acordos são parte dos esforços da instituição para ampliar a presença na região Nordeste, o que inclui também a abertura de novas agências - estratégia que só passou a ser considerada, segundo Souza, com a chegada do antigo presidente em julho de 2012. "Estávamos há mais de 10 anos sem abrir agências. Não era uma política priorizada dentro das administrações anteriores. Até hoje não entendi porque. Nós entendemos que um banco tem que ter capilaridade", disse. Em julho de 2012, o banco tinha 186 agências, ao fim do primeiro semestre de 2014 eram 278 e a expectativa é fechar 2014 com 308 unidades.

Essa expansão deve ser a base para o plano de crescimento do microcrédito. Hoje, o banco tem dois programas neste sentido, o CrediAmigo - com foco em empréstimos para capital de giro e pequenos investimentos - e o Agroamigo - que auxilia o custeio de pequenos investimentos rurais. "Somos o maior banco de microcrédito da América latina e os clientes precisam ter locais para receber os créditos concedidos", diz Souza. No primeiro semestre, o banco reportou R$ 3,972 bilhões em contratações de crédito no segmento de microfinanças, com aumento de 25,7% em comparação ao mesmo período de 2013. A meta é terminar o ano com R$ 7,450 bilhões contratados neste segmento, o que representaria um avanço tímido, de apenas 6,2%, em relação ao ano passado.

O banco também espera utilizar a sua estrutura comercial para gerar crédito consignado, que pode, por exemplo, ser destinado a funcionários das grandes empresas com quem mantém relacionamento.

O executivo garante que a atual estrutura de funding do banco é suficiente para abranger essa estratégia mais ampla de atuação. Hoje, grande parte dos recursos da instituição vem do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) - instrumento de política pública federal operado pelo banco. Esse funding, porém, só pode ser utilizado exclusivamente pelo braço de desenvolvimento.

No primeiro semestre de 2014, foram concedidos R$ 9 bilhões em financiamentos, sendo que um total de R$ 4 bilhões foi feito com recursos do FNE. Para sustentar as operações na área comercial, segundo o executivo, o banco vai se valer de recursos já em tesouraria, emissão de títulos e depósitos - operações que já constam no balanço da instituição.

A nova atuação foi, segundo Souza, aprovada pela atual diretoria do banco, e se apoia na expectativa de ampliar o relacionamento com os clientes do braço de desenvolvimento, oferecendo serviços e produtos complementares. Também prevê colaborar para processo de bancarização da região e sustentar o atendimento ao microcrédito. Segundo o executivo, hoje, uma fatia importante dos recursos disponibilizados pelo banco acaba, no final das contas, sendo depositada em outros bancos concorrentes exatamente porque a instituição não tem uma estrutura comercial sólida.

O executivo critica as gestões anteriores do Banco do Nordeste por não terem explorado a área comercial e diz não entender porque recuaram nessa atuação. "Nos ano 90, houve uma decisão de diretoria de 'desinvestir' nessa área comercial. Pra mim, isso foi um erro, que nós temos que reparar agora."

Mas mesmo com o plano aprovado pela nova diretoria, Souza admite que, para se consolidar no terreno comercial e expandir a operação de desenvolvimento, o banco ainda precisa tornar a concessão de empréstimos mais célere e consolidar o movimento de recuperação de crédito. Em 2013, uma equipe voltada para cobrança recuperou R$ 2,4 bilhões em crédito. Neste ano, foram recuperados R$ 800 milhões. A expectativa é também ampliar o portfólio de produtos e serviços, investindo em seguros e previdência.

Outro objetivo é ganhar maior eficiência no atendimento. A instituição investiu cerca de R$ 500 milhões em tecnologia nos últimos dois anos para melhorar, entre outros pontos, os terminais de autoatendimento e os canais na internet e no celular. Mesmo assim, novos avanços precisam ser feitos.

"Não fazemos, por exemplo, uma contratação de cheque especial, de uma conta garantida ou um financiamento de veículos nos nossos canais. Queremos ter uma tecnologia de ponta e um portfólio adequado", diz o executivo, indicando que essa estrutura operacional já estará disponível para 2015.

Fonte: Valor Econômico / Fabiana Lopes

 
 

BNB é condenado a pagar 7ª e 8ª horas aos gerentes de suporte e agentes de desenvolvimento

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Ter, 19 de Agosto de 2014 12:26

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O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi condenado a reconhecer que os funcionários que exercem funções de Gerente  de Suporte e Agente de Desenvolvimento  devem ter jornada de trabalho de seis horas/dia, ou 30 horas semanais. “Esses profissionais  têm atribuições que, apesar de apontar uma responsabilidade maior, não indicam fidúcia elevada”, assim entendeu o Juiz da 1ª Vara do Trabalho da 13ª Região.

Pela decisão, que ainda cabe recurso por parte do BNB, são beneficiários todos os funcionários lotados em unidades na jurisdição do Sindicato dos Bancários da Paraíba, que ocupam ou ocuparam tais funções, ainda que em substituição, durante qualquer período a partir de 7 de agosto de 2008. Dessa data em diante, todos eles fazem jus a duas horas-extras por dia, com todas as correções devidas, e os seus reflexos em verbas como 13º Salário, Férias mais 1/3, FGTS, descanso semanal remunerado, dentre outras.

As ações de 7ª e 8ª Horas, como ficaram conhecidas essas ações de horas-extras,  foram ajuizadas em 07 de agosto de 2013. Isso, após o Sindicato constatar que a nomenclatura das funções comissionadas, bem como os valores das comissões, não são suficientes para caracterizar tais funções como cargos de confiança, como alega o banco; o que permitiria a extensão da jornada de trabalho dos bancários para oito horas diárias (40 horas semanais).
O Sindicato também está contestando as jornadas de trabalho de todos os gerentes intermediários das agências, por entender que suas atribuições também não se enquadram nas exceções à jornada dos bancários, prevista na CLT (seis horas). Decisões sobre estas funções devem ser tomadas em um futuro próximo.

Além das ações de 7ª e 8ª horas, o Sindicato ajuizou ação cobrando o cumprimento do acordo coletivo 2013/2014, no que diz respeito ao ponto eletrônico e ao vale-cultura. E outra ação cobrando a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao ajuste realizado no balanço do ano de 2012, que incrementou o lucro daquele exercício em R$ 312 milhões.

Para Robson Luís, diretor do SEEB – PB e funcionário do BNB, as decisões tomadas pelo judiciário, em relação a essas  ações  que obtivemos êxito em primeira instância,  foram justas e refletem os entendimentos do TST sobre o tema.
“Estamos vigilantes e não deixaremos de cobrar um único centavo devido aos funcionários, inclusive as muitas horas extras realizadas pelos trabalhadores e não pagas. Se a direção do BNB apostar na impunidade e continuar sonegando o que nos é devido, vai ‘quebrar a cara’, porque vamos lutar incansavelmente por todos os nossos direitos", concluiu o sindicalista.

 
 

Contraf-CUT espera diálogo com presidente efetivado do Banco do Nordeste

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Qui, 03 de Julho de 2014 10:34

A presidenta Dilma Rousseff efetivou Nelson Antônio de Souza na presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A nomeação foi publicada na edição desta terça-feira, dia 1° de julho, no Diário Oficial da União. Ele já estava à frente do BNB interinamente desde o dia 3 de abril, quando o ex-presidente Ary Joel de Abreu Lanzarin renunciou ao cargo, alegando motivos pessoais.

"Esperamos que o presidente do Banco do Nordeste, agora efetivado, valorize o processo de diálogo e a negociação coletiva, sobretudo na Campanha Nacional dos Bancários 2014, quando queremos conquistar novos avanços tanto na mesa única com a Fenaban como na mesa específica com o BNB, na perspectiva de melhorar o emprego, a remuneração e as condições de trabalho dos funcionários", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"Queremos que o BNB seja cada vez mais de fato um banco público, a serviço do desenvolvimento econômico e social do Nordeste e do Brasil", ressalta o dirigente sindical.

A pauta específica de reivindicações foi aprovada no XX Congresso Nacional dos Funcionários do BNB, ocorrido nos dias 30 e 31 de maio, em João Pessoa, que contou com a participação de 112 delegados e fortaleceu a unidade e a luta dos trabalhadores do banco.

Nelson participou da mesa de abertura do encontro, o que foi um marco, porque nunca antes um presidente do BNB havia comparecido. "Foi um gesto positivo que ajuda no diálogo e na negociação das demandas dos funcionários do banco", salienta Carlos de Souza, diretor da Contraf-CUT.

Quem é Nelson

O presidente efetivado está no BNB desde julho de 2012, quando assumiu a Diretoria de Estratégia, Administração e TI, sendo responsável pelas áreas de Estratégia, Arquitetura Organizacional, Marketing e Comunicação, Logística, Desenvolvimento Humano e Tecnologia da Informação.

Ele é funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, onde exerceu funções estratégicas, como superintendente Nacional do FGTS, chefe de Gabinete da Presidência e diretor executivo de Gestão de Pessoas. É formado em Letras e Psicologia e tem MBA em Marketing pelo Instituto de Estudos Empresarias do Rio de Janeiro.

Fonte: Contraf-CUT

 
 

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